terça-feira, 29 de março de 2011

biografia lygia bojunga

bojunga, Lygia (1932)

Biografia
Lygia Bojunga Nunes (Pelotas RS 1932). Autora de literatura infantil e juvenil. Aos 8 anos muda-se com a família para o Rio de Janeiro. Em 1951, torna-se atriz da Companhia de Teatro Os Artistas Unidos, viajando pelo interior do Brasil. Preocupada com o alto índice de analfabetismo no país, funda uma escola para crianças carentes, a Toca, que dirige por cinco anos. Estréia em 1972, com o livro Os Colegas e, já em 1982, torna-se a primeira autora, fora do eixo Estados Unidos-Europa, a receber o Prêmio Hans Christian Andersen, uma das mais  relevantes premiações concedida para o gênero infantil e juvenil. Funda, em 2002, a Casa Lygia Bojunga, exclusivamente para editar suas publicações. Pelo conjunto de sua obra, em 2004, ganha o Astrid Lindgren Memorial Award, prêmio criado pelo governo da Suécia, jamais antes outorgado a um autor de literatura infantil e juvenil. Sua produção literária caracteriza-se pela transgressão de fronteiras entre a fantasia e a realidade, e aborda questões sociais contemporâneas com lirismo e humor.

Obras

  • Os Colegas - 1972
  • Angélica - 1975
  • A Bolsa Amarela - 1976
  • A Casa da Madrinha - 1978
  • Corda Bamba - 1979
  • O Sofá Estampado - 1980
  • Tchau - 1984
  • O Meu Amigo Pintor - 1987
  • Nós Três - 1987
  • Livro, um Encontro - 1988
  • Fazendo Ana Paz - 1991
  • Paisagem - 1992
  • Seis Vezes Lucas - 1995
  • O Abraço - 1995
  • Feito à Mão - 1996
  • A Cama - 1999
  • O Rio e Eu - 1999
  • Retratos de Carolina - 2002
  • A Bolsa Amarela - 2005
  • Aula de Inglês - 2006
  • Sapato de Salto - 2006
  • Dos Vinte 1 


tchau - lygia bojunga

Uma mulher ( a mãe) decide separar-se do marido e dos filhos para ir embora do país com o homem por quem havia se apaixonado. A filha mais velha, Rebeca, tenta fazê-la desistir.
Nesse conto, a criança é a protagonista da história. É através da visão de Rebeca, a filha, que o leitor toma conhecimento do sofrimento do casal cuja relação foi se desgastando com o tempo. Ela é testemunha da fraqueza da mãe diante dessa nova forma de amor que a domina por completo e da fraqueza do pai que busca o esquecimento do problema na bebida.
Não há no conto, uma prepotência do adulto sobre a criança. Ao contrário, eles parecem buscar na filha o apoio de que precisam. E, embora um tanto triste, a história traz um certo humor no final do conto quando a mãe está indo embora e Rebeca puxa a mala impedindo-a de sair:

Rebeca aproveitou para se agarrar na mala de um jeito que pra mãe levantar a mala ia ter que levantar a Rebeca também
E outra vez a buzina tocou.
A mãe abriu o olho ( parecia que a tonteira tinha passado), disse:
Tchau. - E saiu correndo.